“POLÍTICA BRASILEIRA- UMA VERSÃO DOS FATOS”


      O P.T. – Partido dos trabalhadores -, que principia a despedir-se do poder. É um partido  de esquerda que se elegeu  tornando-se situação. O povo brasileiro o acatou como partido de direita - situação. Este partido de esquerda em sua representatividade no poder, demonstrou não ter real consciência quanto ao verdadeiro significado das manifestações populares. O Brasil é ainda um país de terceiro mundo. Um país onde a grande maioria da população não possui consciência política alguma. As classes mais baixas da população brasileira onde reina a pobreza e verdadeira miséria, e foram acudidas pelos planos governamentais como o Bolsa Família, por exemplo,  enxergaram aí nada mais que um benefício governamental. Através de “métodos assistencialista de governo”, emergiu sim parcela dos pobres para uma classe pouco mais abastada, ou distante da extrema pobreza. Ora os trabalhadores  que economizaram com benefícios proporcionados por este governo, investiu  seu dinheiro por exemplo: num carro de terceira mão, em objetos domésticos de estilo, como uma TV a plasma, um celular de último estilo e etc... Mas de modo algum, esteve na mente do cidadão, cogitou ele a possibilidade de que caminhava a nação para uma possível alteração de regime político. Obvio que aquilo que o governo, os que estão no poder traçam como planos e metas de socorrer as populações mais carentes, sempre será visto como uma atitude de oposição as classes dominantes. No entanto me pergunto, em que medida o PT deixou claro às massas seu objetivo de ideologia socialista/comunista. Ademais sabia perfeitamente o partido que pequena parcela da população se tornaria adepta ou defensora do partido se assim procedessem.   Ora, não houve  verdadeira expressão de esquerda declarada. Não no sentido de alterar a ideologia política da nação.  Houve sim como que um governo que socorre os pobres e com isso quer perpetuar-se no poder. Como se pode deveras, promover toda uma política aparentemente esquerdista, com propostas de socorrer os pobres, assalariados, a classe operária, os miseráveis sem, contudo se propor a enfrentar de modo incisivo as elites dominantes.  Há aqueles que acreditam sim em mediadas paliativas de governo no sentido de promover uma real revolução. Porém como justificar toda a corrupção política governamental a que se viu exposta a nação brasileira? Ora é mesmo factual que tentar governar sem transparência no que se refere aos cofres públicos termina em colapso político. Isso é inegável a meu ver. Ademais as contradições a que o governo petista conduziu a nação brasileira é algo plenamente perceptível. Por um lado conseguiu sim durante sua gestão tirar da pobreza extrema parcela da população. E esse feito conduz muitos a ilusoriamente creditar a este governo que se esvai confiabilidade quanto a seus métodos governamentais. No entanto fica todo um legado político controverso e obscuro. Como em outros momentos políticos extremamente casuísticos da política nacional.  O momento político que vive a nação é algo difícil de ser interpretado. Talvez estejamos a viver um daqueles períodos históricos em que somente após longa data, é possível uma análise e interpretação acertadas dos fatos. Se nos detivermos aos acontecimentos recentes, desde a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores e então considerarmos o colapso sócio, político e econômico com que nos defrontamos. Sem dúvida podemos afirmar que uma verdadeira crise atingiu nossa sociedade, em todos os ângulos pelos quais somos capazes intelectualmente de avaliar os fatos.
Impossível negar-se a instabilidade que insurge em todos os âmbitos sociais, observando de forma crítica esses mesmos fatos. A sociedade brasileira agoniza. E isso em todas as classes sociais, diga-se de passagem. Salvo somente as elites intocadas. A burguesia industrial e comercial.
Nesse escrito não me conterei a avaliar somente um dos ângulos da situação. Ao contrário, procurarei fazer uma abordagem abrangente e totalizante do que se passa.
A intranquilidade quanto ao amanhã, que invade o espírito de qualquer indivíduo que se ponha com afinco a raciocinar, ponderar ou simplesmente considerar o que se passa nos dias de hoje. É mesmo algo assustador, capaz de tirar o sono de qualquer um. Politicamente tornou-se já impossível acompanhar qualquer noticiário, de modo a projetar-se para um futuro qualquer perspectiva um pouco mais tranquila.  Ou seja, a cada dia que passa, torna-se impossível definir-se com certa medida de segurança, em quem depositar o voto de confiança, que conduzirá através da liderança governamental a ressurreição da economia nacional. Do mesmo modo outros fatores que direta ou indiretamente, possuem sua natureza vinculada à política em si, demostram-se em verdadeira falência. A educação, a saúde, a segurança e etc... Tudo se compromete, se torna mais precária a situação à cada dia que passa.
Sendo assim qualquer aspecto que se considere como ponto de partida para avaliar e buscar entender com clareza o Brasil. Conduz qualquer um que se proponha a tal, uma interpretação social sincera e profunda do que se passa, a traçar e delinear algo de modo mesmo assustador. Algo que a seu modo só atemoriza e torna mesmo mais dificultoso se viver a realidade atual.
É a seu modo da mesma natureza desincentivante, tentar alcançar qualquer perspectiva mais otimista quanto a visão social do que ora se vive, se formos tomar aspectos distintos do quadro social na atualidade. Do mesmo modo como o orçamento econômico nacional assusta a sociedade em si, não é diferente ou diverso o que se passa com o orçamento individual de qualquer cidadão. Sendo assim como acreditar mesmo possível que pleiteando por voto se alcance em breve ou mesmo longo prazo, algo que gere tranquilidade à vida política da nação. E consequentemente à vida de cada um em sua forma individual, no que concerne à dinâmica que rege qualquer sociedade seja rica ou ainda que enfrente problemas básicos resultado da economia relacionada à gestão política?
 Desse modo não se pode afirmar que nossa democracia ainda em fase de avanço mais sólido esteja debilitada já, ou ainda, seja aleijada carente de alguma muleta seja de ordem financeira econômica, ou de qualquer ordem.
A seu modo se nos detivermos a considerar acontecimentos diversos em qualquer lugar do mundo, onde o sistema capitalista é aquele que norteia e conduz o corpo social em si. Haveremos de encontrar inúmeras chagas que faz agonizar boa parte do mundo falando de forma generalizada.
Cedo chegou entre nós aqui no Brasil, toda diversidade doentia de problemas sociais, que anos e anos do sistema social vigente, seja em nossa nação ou em qualquer outra do mundo gera.  Assim como na psicologia acertadamente já se foi colocado, que não faz sentido algum persistir no uso do termo sociedade judaico cristã, como início ou ponto de partida para se analisar qualquer fenômeno sociedade, do mesmo modo acredito que é algo um tanto quanto sem propósito, pararmos para buscar esclarecer os males com os quais nos defrontamos considerando única e exclusivamente o capitalismo em seu aspecto individualista de acúmulo de capital.
Desapegando-se pois do caráter político ideológico que nos rege e nos estendendo a observar a sociedade como um todo, haveremos de considerar que em estamentos igualitários da sociedade em seu poder aquisitivo, já medra os mesmos males. Talvez só mesmo a elite intocável prevaleça incólume.
Se iniciarmos uma análise inicial dos fatos no aspecto educacional de cidadania, veremos que o comportamento dos cidadãos dificulta qualquer possibilidade de avanço, ou progresso. Os brasileiros continuam incapazes no geral, devido às condições educacionais precárias, incapazes de uma avaliação sensata de ordem pessoal do que realmente enfrenta o país.   Ir em busca de uma sociedade estável e livre de tantos problemas, com a possibilidade de encontrar meios que ceifem aos poucos desde já problemas que em acúmulo conduziram-nos a situação em que nos encontramos. É deveras algo utópico, isso se julgarmos possível sanar toda essa problemática em curto espaço de tempo. A realidade do Brasil, país de terceiro mundo, onde reina a miséria e prolifera a cada dia as favelas, a criminalidade, a  violência   e  doenças geradas pelas precárias condições de saneamento básico. Conduz qualquer um a admitir que só mesmo, medidas severas de ordem sócio-política e econômicas resultaria, embora de forma lenta, num possível amenizar desta precariedade que assola grande parte da população. Eu me indago: Como ser otimista perante essa realidade que a cada dia mais se agrava, bem como a cada dia também se mascara ao cidadão comum por meios apelativos de mídia? Infelizmente estou certo, e inegável é, que os pobres, a classe trabalhadora, os assalariados em geral, continuarão sim inassistidos em suas necessidades básicas... Compromisso de qualquer governo numa sociedade ainda tão desigual economicamente e desprovida de real expressão de desenvolvimento. O povo clama por justiça. Até quando os donos do poder em nossa nação se preservarão intocados é o que me pergunto.





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