ESTUDOS DIVERSOS

UMA NOVA PERSPECTIVA PARA O MUNDO MODERNO


I – LOUCURA
A loucura ou insânia é para a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença.
Há aqueles que defendem que o louco não é um doente, mas simplesmente é considerado como tal, por um julgamento fruto da sociedade em consenso, devido a seu comportamento diferenciado.
A loucura implica na medicina nas psicopatologias relacionadas à mente humana. Atualmente usa-se na terminologia médica o termo psicose (psicopatologias da mente), para designar possíveis distúrbios de comportamento, causado por alucinações e delírios frutos de doença mental, ou de uma mente adoecida.

II – A LOUCURA ENTRE OS GREGOS
Homero dizia que os homens não passavam de bonecos nas mãos dos deuses, através dos homens certamente deduzia ele   cumpria-se as vontades dos deuses: seus desígnios para com a humanidade, seus caprichos enquanto onipotentes que eram; as próprias possíveis discórdias que houvesse entre eles, quanto ao andamento das coisas na Terra, de acordo com o poder supremo de cada deus. Possuidores que eram esses mesmo deuses dos atributos inerentes aos homens, traçavam os rumos da história, segundo o pensamento grego, de acordo com o poder que exerciam sobre os atos praticados pelos seres humanos. Deduzo portanto que de acordo com o pensamento grego, os homens em seus atos eram influenciados pelos poderes dos deuses não podendo eximirem-se disso. As Moiras conduziam o destino de cada ser humano, de acordo com a vontade dos deuses. Os homens em sua maneira característica de agir, agiam como que por uma “mania” de comportamento.
Perante este fato Sócrates discerniu quatro tipos de loucura:
- A profética: através da qual os deuses se comunicavam com o homem para torná-lo conhecedor de suas vontades que deveriam ser cumpridas, possuindo o corpo deste tornando-o num oráculo.
     - A ritual: através da qual o indivíduo entrava em êxtase              através de danças e rituais, findando possuído por uma força exterior ao seu corpo.
     - A loucura amorosa ou a paixão produzida por Afrodite conduzindo um indivíduo ao sentimento de adoração por outro indivíduo.
     -  A loucura poética pela na qual as Musas atuavam através do indivíduo conduzindo-o à expressão pela palavra das emoções e sentimentos.
Ponderando-se ainda a religiosidade grega, baseado no fato de que a vontade humana encontrava-se estritamente conectada àquilo que pelos deuses era determinado. Uma vez que os seres humanos nada mais eram que o veículo através do qual cumpria-se aquilo que determinavam os próprios deuses do panteão pela sua onipotente vontade. Fica claro que qualquer comportamento humano, fosse ele de natureza convencional pela sociedade da época ou não, esse mesmo comportamento estava portanto diretamente relacionado ao vínculo estabelecido entre a vontade humana e a vontade das divindades.
Parto do raciocínio de que a psicose maníaco depressiva, mal que assola o mundo atual, em graus diversos de manifestação – desde uma simples neurose até psicoses de maior seriedade – sem dúvida é passível portanto, de interpretação tanto científica como de ordem espiritualista, holística, mística ou ainda relacionada a qualquer tipo de esoterismo. No mundo atual estamos praticamente sob a égide de crenças monoteístas: como o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. Assim sendo da mesma forma que na época dos gregos, aquela que tem sob seu poder e vontade, os rumos que segue os acontecimentos de abrangência social, bem como de cada ser humano em seu próprio proceder, destino ou vontade de decisão é pois uma divindade. Sendo assim não espanta-me que no momento muitos atribuam a questão das problemáticas sociais, ou ainda a perturbação mental, bem como a decadência de valores, quanto ao comportamento do homem moderno à pouca importância que pode se dar a religião. Usar-se pois de padrões de ordem espiritual na forma de entender a loucura naquilo que ela na atualidade enquanto doença implica é algo que não deixa de ser plausível.
Porém indago de mim: existe pois um sentimento ou emoção que, inerente ao homem moderno que adoeceria em conjunto com suas emoções e sentimentos no que se refere à psicose maníaco depressiva, ou ainda qualquer tipo de doença mental, que implicaria no seu relacionamento com a divindade na qual deposita sua confiança? A única resposta que encontro é que sim e esse sentimento, ou emoção seria a fé.
 Observe-se que para os gregos a vontade humana era modus inoperantis, o homem agia consoante à vontade dos deuses. No mundo moderno cada vez mais salienta-se a individualidade, subjetividade, originalidade de cada pessoa. E isso de modo que na esfera capitalista o homem agisse como se não houvesse fatores comuns a nortear seu comportamento.
A questão é de difícil interpretação científica. A loucura ou doença mental só é mesmo reconhecida, ainda que como neuroses mínimas, no momento em que o indivíduo como que revelando em seu comportamento, um desacordo com o comportamento da maioria, principia em atos estes sim de natureza subjetiva.
No meu modo de ver a religiosidade cristã por exemplo, exaltadora do livre arbítrio, segundo a qual o homem conhecedor de uma ética, ou códigos morais que o norteariam no comportamento social é lançado a ir de encontro com esses mesmos códigos quando lhe é concedida a plena liberdade de escolha em seu agir é algo bem arriscado. A atuação mesmo no meio social em relação à outro, ou aos outros, enquanto sujeitos que constituem desde a célula, o tecido, o organismo social torna-se perante essa abordagem, completamente afrouxada no que concerne à moral, à ética.
A sociedade pois como um todo decai assim de um posto no qual, de acordo com os princípios que regem o comportamento do bom cidadão e é por ela ditado, para um caos, um desacerto entre valores sociais em comum e valores individuais isolados, respaldando-se para isso no conceito democrático do pensar, expressar e agir de acordo cada indivíduo com seu foro íntimo. Isso desde que o sujeito não em sua atuação não comprometa o bem estar coletivo.
Ainda que o sujeito apresente sinais extremos de loucura, ou comportamento em desacordo com o da maioria, esse sujeito será acolhido e aceito, ainda que não haja mesmo um tratamento que sane seu comportamento desajustado.
Ora uma sociedade que se conduza por estas vias só pode mesmo principiar a adoecer em seu corpo como que infectada por um mal de difícil diagnóstico. Alerto aqui: a própria doença – insanidade reconhecida como possibilidade de nada mais que um comportamento subjetivo inadequado, porém suportável, na medida em que não coloque em risco o coletivo, é socialmente como que um comportamento desajustado porém permitido e até sugado e integrado ao corpo social.
{Esta mesma sociedade no entanto que se condoe e procura não só aceitar como integrar a figura do indivíduo desajustado, ela mesma não tem olhos para enxergar os males que a abate. E refiro-me a fonte ou o que gera esses males. Isso uma vez que enquanto não interferindo no processo de produção capitalista que visa, prioriza e exalta a aquisição de bens materiais que resultam no fluxo da economia, em acúmulo de capital e poder, em nada vê como inoperantis o comportamento de um indivíduo em desordem mental ou comportamento insano.}
Os valores cristãos cada dia mais ferrenhamente arraigados, vão um a um, encontrando espaço e justificativa para serem violados. E isso em função de um princípio democrático do pensar e do agir.
Tome-se como ponto de partida a produção de bens de consumo, e o status que se aplica ao indivíduo capacitado de adquirir esses bens. Quanto mais o potencial de consumo cresce, maior e mais expressão de virtualidade, é atribuído ao indivíduo senhor desse mesmo poder de consumo.
{Sempre desde sua origem o sistema capitalista estabeleceu como valor a religiosidade na prática da caridade. Espírito caritativo de socorrer aquele de maior poder aquisitivo (o rico) ao de menor poder (o pobre). Com o passar do tempo a inflexibilidade social desse movimento de acúmulo de capital pela força do trabalho de uma classe dominada por uma que a ela se sobrepõe e inclusive governa. Seja por ser esta classe dominadora aquele que herdou de gerações anteriores maiores condições de permanecer já pelo capital que monopoliza no poder. Seja de forma mascarada, conquistando este mesmo poder sem revelar sua reais intenções de permanecer no domínio ou comando político. O que não deixa de garantir a preservação do sistema.}
Aqui adentro com minha visão quanto à relação indivíduo e sociedade. Considero como fonte de origem das ideologias, a necessidade humana tanto da produção em função do alimento, quanto em função de sua manifestação da libido ou estabilidade nas funções sexuais, não necessariamente reprodutivas.
As condições materiais de existência assim estabelecidas por esses dois instintos inerentes ao ser humano são transformadas em ideias no cérebro, ou seja, gera as ideologias.



O HOMEM PROJETA NUM DEUS OU DIVINDADE QCULTUA A ISENÇÃO DE SEUS INSTINTOS E DESEJOS LIBIDINOSOS. ASSIM TAMBÉM COMO A DIVINDADE É PLENA EM
VONTADE E PODER, O QUE A ISENTA POIS DE QUALQUER DESEJO.








Qual teria sido portanto, admitindo-se como indiscutível a existência de um Deus Criador (de acordo com o parágrafo acima) seu objetivo em criar o homem e a mulher?
De acordo com o princípio judaico cristão o homem e a mulher gerados encerram em si semelhança divina ao criador.
Em que implica essa semelhança?
- Que atributos encontramos em Deus e que por natureza existe em cada homem?
(- Entenda-se por atributo o mesmo significado de característica).
A CONCEPÇÃO DE UM DEUS OU DIVINDADE ENQUANTO CRIADOR, QUE ENCERRA EM SI MESMO O BEM E O MAL, OU SEJA O PODER CRIADOR E DESTRUIDOR.O Bem força criadora e mantenedora.


O Mal força degenerativa, destruidora portanto.


NA DIVINDADE OU DEUS CRIADOR ESSAS DUAS FORÇAS ENCONTRAM-SE EM EQUILIBRIO SUFICIENTE PARA EM UNIDADE ETERNIZAR A EXISTÊNCIA E PERPETUAR-SE EM  

AUTO- SUFICIÊNCIA.



DESINTEGRAÇÃO DO CONCEITO OU PRINCÍPIO DE
PODER...






O HOMEM É MOVIDO POR SUAS NECESSIDADES SEJAM ALIMENTARES OU LIBIDINOSAS. Como ficou observado.
Na certa norteado por estes instintos, caminhou do primitivo ao contemporâneo. E enquanto relação social, surge o conceito de poder...
O que está fora do domínio humano, é concreto pleno de existência e pleno de força e poder. O homem lega ao domínio divino, ao âmbito da vontade e força do Deus, a perfeição que lhe é inacessível.

O que está sob o controle humano ou possível controle, o homem estabelece uma relação de poder.

... Os indivíduos devidamente atomizados na lei em qualquer regime político capitalista ou comunista, e suas variações, desde que sensatamente abarcados pelas leis que regem a sociedade considerada sob a égide de qualquer ideologia... Torna mais fácil o pensamento quanto à avaliação da condição da sexualidade de cada um:
- A prostituição feminina e masculina, e a pornografia.
- O lesbianismo e a homossexualidade.
Um pré-requisito indispensável para se ponderar questões isentando-se de qualquer ponderação religiosa são temas como:
- Aborto.
- Eutanásia.
- Pena de Morte.


Reservarei espaço para ponderar, analisar e buscar a lógica que lega à polêmica do discurso as questões relacionadas logo acima.
Por hora tenho por objetivo com mais precisão desenvolver minha proposta que me conduz neste escrito: UMA NOVA PERSPECTIVA PARA O MUNDO MODERNO.  Assim sendo desejo tratar aqui de como, por minha visão, traçar ou delinear ideias que melhor se ajustem ao mundo contemporâneo. Discursar sobre o indivíduo e a sociedade que no momento percebo agonizar, desfalecer mesmo adoecidos por problemas inegavelmente gerados pela ordem sócio-político e econômica estabelecidos.
De início que fique claro como fato inquestionável que este trabalho encerra nada mais que o parecer interpretativo do autor, quanto às questões aqui abordadas. De modo algum este estudo está respaldado em nenhuma fonte de pesquisa, através da qual recolhi dados que possa servir de respaldo ao meu pensamento ou argumentos.
Ficando isto claro encontro liberdade maior em expressar-me sobre os diversos temas aqui abordados, sem obviamente estar sujeito ao crivo do cientificismo. Sei inclusive que de modo talvez até ousado já a esta altura fiz afirmações passíveis de debate, sei bem os paradoxos que envolvem este meu intento. E isso relacionado à investidura de livre expressão minha, e sendo assim liberdade também interpretativa daquele que venha avaliar o conteúdo deste estudo.
Muito bem falei já aqui da questão da doença mental ou insanidade. Na atualidade na sociedade em que convivo fala-se da inserção social do doente mental, exime-se todos inclusive de aplicar o termo louco para aqueles que padecem da sandice. Ora, parto logo deste tema como para ver-me livre de discursar alongadamente e de modo minucioso e preciso sobre a loucura ou as doenças mentais. Já ficou meu alerta para que se observe a contradição em que implica negar a realidade da loucura e suas implicações sociais. Gostaria de acrescentar somente que o louco precisa sim de um espaço seu exclusivo na sociedade. Não cabe, nem quero detalhar o que seria exaustivo, abordar cada tipo possível de perturbação mental e seu devido tratamento ou procedência médica adequada.





O mundo atual enfrenta de forma drástica o fenômeno da drogadição. O consumo de drogas de toda espécie ou variedade, por boa parcela da população jovem na sociedade tornou-se já algo comum e do conhecimento de todos. Porém, não percebo que são aplicados os devidos esforços para brecar o avanço deste mal. Isto na certa em parte devido à evidente implicação econômica que caracteriza a relação, drogado e fornecedor da droga. O poderio econômico que está diretamente relacionado ao mercado das drogas é do conhecimento geral da população. No entanto o constante e a meu ver insensato apelo a que o cidadão comum posicione-se pela legalização ou não do consumo de entorpecentes impera. E digo insensato uma vez que o monopólio de capital em que implica o fenômeno das drogas, bem o fato de a cada dia tornar-se mais óbvia a impotência policial frente aos traficantes, não cessa o apelo à uma possível liberalização ou legalização. Atente-se ainda ao aspecto extremamente danoso no que se refere à saúde do corpo social, devido aos inúmeros males causados pelo consumo de tão variada ordem de substâncias que provocam alteração mental nos indivíduos.  A sociedade perde por não investir mais em medidas sócio econômicas que objetivem erradicar ou minimizar este mal.



A esta altura de meu estudo, antes de prosseguir, abro um parênteses buscando esclarecer aquele que venha a dar atenção a este meu trabalho de ordem intelectual, um fator que julgo de primeira ordem.


Conduzo minhas considerações sobre os inúmeros assuntos aqui abordados, na certeza de que os assim classificados países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Ou ainda o primeiro mundo e os países de terceiro mundo. Na conjuntura em que se encontra o planeta. Generalizam a seu modo todos os problemas que abordo aqui. Ressalva faço exclusivamente ao aspecto econômico  que sei bem livra o primeiro mundo das condições de miséria humana da qual não estão livres os países de terceiro mundo ou subdesenvolvidos.
Nem por isso ficam livres, de modo geral, do atual desequilíbrio econômico as nações que imperam na terra. Os países ricos.  Isso me refiro ao mundo capitalista em sua distribuição de renda entre os habitantes de uma mesma sociedade. Estou certo de que a instabilidade social está presente em praticamente todas as nações do globo. Em realidade, hoje, nenhuma sociedade pode se considerar como plenamente estável em todos os aspectos ou seja, no mundo atual não há um país se quer que não enfrente em seu corpo social conflitos diversos. Seja na esfera do social, do econômico ou do político.


No Brasil fato é que há patriotismo, no entanto impera no pensamento, na mente de cada cidadão uma inegável tendência à desprezar em valor a produção nacional em geral frente ao que é estrangeiro. É lugar comum ouvir-se  nefastas afirmações como: “Isto ocorre porque estamos no Brasil”, ou frase do gênero “Se no Brasil a população fosse desta ou daquela nacionalidade as coisas seriam diferentes”, e ainda “Isto se dá porque estamos no Brasil”. Considere-se ainda o consumo pelas elites, principalmente, de artigos estrangeiros em detrimento da produção interna. Ora um povo que se auto menospreza deste modo, dificilmente se une em real patriotismo. E uma nação que não tem verdadeiro apreço por seu povo quanto à seu potencial e capacidade, caminhará sempre a passos lentos perante outros povos. E mais, de que adianta reconhecer-se as riquezas naturais, a tão aclamada natureza pacífica do brasileiro, ou ainda vultos intelectuais em diversas áreas da cultura. Se de imediato e de forma antagônica não se tem uma real convicção de que estas qualidades ressaltadas, pode nos conduzir a um estágio de desenvolvimento mais avançado?


 


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