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"O DESPOTISMO DE MEU TEMPO, É O MESMO DO PASSADO, POR SEU EGOÍSMO NA BUSCA DO OURO, CALCA O HOMEM OS PÉS SOBRE SEU PRÓXIMO, LEGANDO O POBRE E O E O MISERÁVEL AO ESQUECIMENTO. QUERENDO CRER QUE NÃO HÁ UMA FORMA DE COMPARTILHAR COM IGUALDADE DENTRE TODOS. ATA DA FLECHA AO ARCO, E FEREM O PEITO UNS DOS OUTROS. O ACALANTO DO DÉSPOTA ESTÁ EM VAZAR OS PRÓPRIOS OLHOS À SUA USURA". "SE AO MENOS NÃO ME FOSSE TÃO REAL O SOFRIMENTO DO MEU PRÓXIMO, TALVEZ FOSSE MENOR A MINHA DOR". IVAN DE ALENCAR
“O FILÓSOFO VERIDIANO” PEÇA PARA ENCENAÇÃO PRIMEIRO ATO - Meu nome? - Meu nome é Veridiano. - O que faço? - Filósofo, pelo menos, considero-me um filósofo. - Tomo de meus pensamentos como se pedras fossem, e atiro-os num lago imaginário. E observo e admiro o efeito deles por sobre a superfície deste lago. Dou-me conta que na certa meus pensamentos são profundos e grandiosos, pois uma seqüência de círculos concêntricos se forma na água em direção à margem do lago. - E o lago? - O lago é imenso! Imenso e também profundo. - Meus pensamentos, portanto, os sei sólidos e de peso considerável. Formam círculos na água. Afundam. E os círculos formados se expandem e desaparecem. - E lá se foi então o fruto de um cismar meu. - Creio também que é acertado dizer que meus pensamentos são como brasas. Brasas que em realidade ainda não incendiaram ou atearam fogo a coisa alguma. Pois minha sede, minha necessidade primeira é a d...

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