O SER HUMANO
– GÊNERO E SEXUALIDADE
I - PARTE
De todas as espécies do reino animal, o ser humano é o único
que quanto ao gênero (masculino e feminino) admite variação sexual para além do
exclusivamente feminino e masculino.
Estudos científicos atuais já ponderam a possibilidade de uma
homossexualidade genética na raça humana. Seria possível até afirmar-se que num
período de aproximadamente oito gerações, nasceriam cinco indivíduos
homossexuais.
Esta informação embora vaga, e que na verdade requer estudos
mais precisos do tema, alerta ao fato real de que se faz mesmo necessário
incorporar a pessoa do homossexual, masculino ou feminino, no corpo social de
modo a garantir-lhes direitos iguais em relação à população heterossexual.
Ora, considerando que há ainda casos importantes na variação
e expressão sexual humana como o travestismo e o transgênero.
Cabe lutar para a integração social destas expressões da
sexualidade humana, de forma a que para além de seus direitos de convívio social
sadio, estejam elas revestidas da defesa desses mesmos direitos, contra o
preconceito da população no seu corpo social.
Legar à marginalidade estes indivíduos, ou ainda promover um
combate contra estas expressões da sexualidade humana, não só se consiste em
atitude inútil e retrograda. Bem como caracteriza-se em comportamento desumano
ausente de qualquer princípio fraterno.
É de natureza complexa na certa para estes indivíduos
enfrentarem esta sua característica peculiar. E, não havendo respeitabilidade e
aceitação, espaço garantido de convivência social para eles, torna-se o
indivíduo um verdadeiro aborto social, expostos a riscos fatais de
marginalização e até mesmo o suicídio.
Considerando que a prostituição já é uma prática de ordem
tanto do sexo feminino como do masculino. Agir com pessoas homossexuais,
transsexuais, transgêneras ou travestis de modo a rejeitá-las no convívio social
em harmonia com o meio. É o mesmo que legá-las a ocupar um lugar na sociedade a
tal ponto marginalizado, que as norteia rumo à promiscuidade incondicional, ou
ainda à prostituição como possível refúgio.
A moral, a virtude e os valores do ser humano não se
encontram definidas ou condicionadas em sua
prática, ao gênero. De modo algum. Um mesmo fato social, expressão de dor,
comove ao homem, a mulher, ao homossexual etc... Em forma de atitude de
acolhimento, caridade e predisposição à prática do bem, ao socorro eminente de
um indivíduo para com seu semelhante. E isto se constitui numa
incondicionalidade do comportamento. Ou seja, não será o gênero que definirá
uma atitude de caridade ao próximo.
A questão aqui não é incorporar como prática moral o que por
sua natureza encontra-se despido de tal atributo.
O objetivo é alertar quanto ao tema em questão, a necessidade
de se ponderar o modo como se tem procurado acolher no seio social a pessoa do
homossexual.
O indivíduo que trazendo consigo essa expressão sexual e, sem
relutância estabelece seu caminho rumo à prática de sua sexualidade, sem
conflito algum com a moral social vigente. Sem sentir-se inferiorizado pela
visão pejorativa da crítica social. Este está livre de conflito.
Alerto ao fato daqueles que não encontram caminho para
admitir perante o meio-social sua sexualidade.
Colocar em ênfase no coloquial do cotidiano a
homossexualidade enquanto algo despido de seu real caráter de sofrimento e
conflito que lhe é característica. Buscando desta forma combater o preconceito.
É uma atitude obtusa, uma forma inócua e incabível, de tentar remediar uma
chaga social da qual, alguns são conscientes.
Pois na verdade não é a homossexualidade que se constitui em
impasse quanto à sociabilização. A maneira como a sociedade encara esta
expressão sexual é que torna conflitante o convívio entre homossexuais e
heterossexuais.
Portanto admitindo-se à priori a existência de verdadeira
adversidade natural do ser humano para com a homossexualidade. E ponderando-se
que homem desde seus primórdios caminhou pelas trilhas da heterossexualidade,
[... a união sexual entre homem e mulher
na geração de filhos, constituição da família, organização de clãs, núcleos
sociais...], sempre preponderou.
Bem como não é fato desconhecido que desde a remota
antiguidade já se aborda e menciona-se nos anais da história a
homossexualidade.
Sendo assim é chegado o momento em que ao invés de combater o
preconceito, ou a citada chaga social, em que se constitui a homossexualidade até os dias de hoje para
muitos que a vivem. O ideal é que não se imponha uma aceitabilidade quanto a
este fato, mas sim, se eduque e forme-se indivíduos despidos do preconceito.
É necessário que desde cedo se esclareça o indivíduo na sua
formação educacional, das questões das diversas expressões da sexualidade
humana. E, portanto a necessidade de que haja um convívio social harmonioso
entre os indivíduos cada um na expressão sexual que lhe é própria.
Que se proporcione e
se forme juízo moral adequado quanto à realidade da sexualidade humana. No
processo de formação educacional, isto sim é imprescindível.
Deveras é ir rumo à utopia considerar possível uma sociedade
despida de aversão e preconceito quanto a sexualidade humana.
No entanto que se batalhe rumo a promover ou desbravar um
caminho de formação do caráter, despido de julgamento sobre a expressão sexual
entre os indivíduos, deve ser uma meta.
Criar trincheiras que isolem em sítio sexualidades diversas
no corpo social, é algo também inviável. Pois, a todo e qualquer momento
estaria através da concepção heterossexual, vindo à luz um possível
homossexual. O que torna inadequado tal princípio de raciocínio, ou seja, a
segregação sexual como possível solução.
Para o problema do conflito entre as expressões da
sexualidade humana. Orientar o indivíduo na sua possível crença que professa, rumo a ter
respeito pelo indivíduo homossexual também é fator de primeira ordem.
O preconceito se fundamenta em grande parte no julgamento
moral-religioso, característico do indivíduo.
II – PARTE
CONCLUSÃO
O preconceito quanto a expressão da homossexualidade humana, reside
indiscutivelmente e encontra-se enraizado, na aceitabilidade ou não dos
indivíduos no que se refere à pratica característica do homossexualismo. Ou
seja, o ato sexual em sua realização.
Ora, do mesmo modo em que se incorpora com naturalidade esses
atos, na linguagem e expressão pejorativa para com o homossexual.
E ainda os dogmas que vigoram moralmente de ordem sócio-religiosos, que condenam o
indivíduo homossexual a que rejeite sua sexualidade como perversão.
Para que atinja-se um ideal de sociedade capaz de forma sadia
incorporar a expressão sexual de todos seus cidadãos. Numa respeitabilidade de
convívio.
Primeiramente faz-se necessário estabelecer leis que garantam
a convivência mútua entre os gêneros e a variação da sexualidade humana aqui considerada.
Atentar-se para o fato de que as relações homossexuais em sua
peculiaridade, requer um estudo psicológico de comportamento adequado, buscando
caracterizá-lo naquilo em que se consiste. Para isto já se possui vasto e
considerável avanço na psicologia quanto ao comportamento heterossexual.
Ter uma visão de ótica de um terceiro olho, capaz de avaliar
de forma estratégica, os possíveis e variados casos em que se manifeste a
vivência, expressão e plenitude da homossexualidade enquanto modo de vida, é
também imprescindível.
Infelizmente a sociedade contemporânea atual, demonstra-se
completamente incapaz de abrir espaço e
dar lugar a uma discussão de ordem expressiva em valor sobre a questão
aqui colocada.
Uma vez que as sociedades humanas como um todo encontram-se
seriamente adoecidas de forma quase generalizada, no que se refere ao
comportamento dos indivíduos e o meio-social. O convívio humano do homem urbano
ou mesmo do meio rural para com seu semelhante está impregnado de sintomas
emocionais e sentimentais adoecidos. Isto é uma das faces ou características da
depressão.
Portanto que ao menos, na medida do possível, e de acordo com
o avanço social já alcançado no trato para com o tema aqui exposto, haja uma
frente de combate a qualquer manifestação de retroceder naquilo em que já se
conquistou.
IVAN DE ALENCAR – INDAIATUBA 23/09/2019




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