"ARTIGO CONTEXTUAL"
“SER VERSUS TER UMA ABORDAGEM”
REVISADO
REVISADO
Na atualidade há algo que assemelha-se a uma força
magnética, e que impera entre as pessoas em relação a aquisição e posse de coisas. Ao
ponto de chegarmos mesmo, caso se observe bem, a confundir os valores
intrínsecos ao ser e ao ter destas mesmas coisas. Estendendo-se inclusive aos
valores do ser humano. Na relação de posse.
No mundo da esfera
capitalista é impossível reconhecer a real virtude de humildade do rico quanto
ao pobre, a não ser mesmo única e exclusivamente tomando-se por métrica o
preconceito de classe. O pecado da cobiça. Ou se preferir a vaidade da posse.
O capitalismo
indubitavelmente como está afirmado na conhecida obra A DIALÉTICA DO CONCRETO é
capaz de, feito caleidoscópio, transformar sua produção em moeda acumulativa,
pela capacidade de atribuir valores distintos ante a produção e o mercado de
consumo.
Se atentarmos à marcha da história, desde a Reforma Industrial. A produção, sem dúvida, obviamente nunca deixou de estabelecer grau de valor àquilo que produz,
replica, triplica: todos os artigos de consumo em geral, incluindo os de similaridade
entre si.
Aos poucos e
criteriosamente, este gigante crescimento na produção tem implicado em teia
densa nas relações do produto, valor, aquisição e garantia de posse daquilo que
é produzido. A tal modo que não há erro em afirmar o desvirtuamento dos indivíduos
em seus valores. Frente a valorização atribuída aos objetos de consumo.
Desta forma a
modernidade já não mais está conseguindo lavar-se nas águas purificadoras das
virtudes e valores morais, em relação à fonte da qual verte os desejos,
deleites e prazeres que lhe proporcionam sua satisfação. Ao menos de forma
condizente com o preço que isto lhe tem custado.
É categórico pois,
ponderar-se qual seria o real caminho a que conduzirá o quadro de situação aqui descrito. A humanidade, as sociedade em seu todo.
Não necessário se
faz o embate de ideologias políticas: o capitalismo, comunismo ou
socialismo. Suficiente é atentar para a própria natureza das relações políticas
entre as nações. As atitudes de certos representantes políticos do momento, para
de modo contundente se aperceber o processo global em que condiz o que aqui se
afirma. Uma dissolução dos valores éticos e morais, que se tornam a cada dia mais despadronizados, desde a esfera social dos que em acúmulo de riqueza detêm o poder, inclusive político, até as esferas mais rasas da sociedade.
Ao leitor atento e
perspicaz se faz claro, sem necessidade de argumentações, ou exemplificações, a lógica contextual aqui exposta. Com tranquilidade pode extrair seus próprios argumentos e exemplos.
Na certa deve-se
buscar clarificar um pouco mais talvez, não as afirmações feitas, mas sim a
natureza e propriedade discursiva de onde brota e na certa morre o que aqui é
colocado.
Considerando-se a
marcha da história da humanidade no aspecto concreto condizente com esta
ciência. Sem grande dificuldade de raciocínio, conseguirá qualquer um delinear
as afirmações aqui contidas, de modo claro e de forma acessível. Bem como
expandirá esse princípio de estudo avaliativo para além dos horizontes de uma só ciência.
O mundo moderno
se expressa e quer firmar-se no conceito de globalização. E isto deveras é plenamente
correto. No entanto é de suma importância considerar-se o fato, de que na
marcha histórica da humanidade. Em
acordo com os períodos históricos condizentes a ela. A globalização sempre
esteve inerente a cada período. Os povos, impérios, reinados e nações nunca marcharam sem levar adiante consigo, suas descoberta da escrita e o avanço na matemática. Bem como seus conhecimentos e estudos
especulativos ou não da religião. E em seus contatos houve sempre certa medida de
intercâmbios de conhecimentos e registros.
Há milênios
somados em acúmulo entre si esses conhecimentos expandiram-se por vias
terrestres e marítimas. Fazendo presente
a cada período era e idade histórica sua devida globalização.
A guerra, a
beligerância entre os povos e as nações, alternados por tempos de paz,
possibilitando a ascensão de determinado povo, reinado, império, ou nação que o
seja, isso sempre se deu.
É algo plenamente
constatável. Bem como sua queda. Sua decadência inclusive moral.
Desde o final da idade moderna, ao início da idade contemporânea até os dias de hoje isso não se faz diferente.
Desde o final da idade moderna, ao início da idade contemporânea até os dias de hoje isso não se faz diferente.
Do mesmo modo no mundo atual era de globalização em que vivemos, os conflitos entre os povos,
as insurreições e guerras acontecem e bem como a decadência de valores. Em acordo com o que se
deu a cada período globalizante no decorrer da história
A proposta aqui
não é de por em cheque as afirmações, argumentos e ponderações contidos no
texto.
Na busca porém, de
elucidar e ir rumo, ao que já de início é colocado como questão truncada,
inquestionável e absoluta. A verdade que aqui
se encerra e que por si mesma se comprova.
Condiz com o real e inequívoco propósito que norteou escrever-se este
trabalho.
Qualquer um que
tenha interesse de sobre ele debruçar-se de forma investigativa, querendo
torná-lo de maior abrangência, alargando seu caráter um tanto quanto
reducionista pode bem vir a fazê-lo.
IVAN DE ALENCAR


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